Sim tenho. Tenho os momentos, os sorrisos, os gestos, os olhares e carinhos, todas as palavras, todas as tempestades. Sim, tenho tudo bem guardado na nossa caixinha de recordações. Recordações que não me querem deixar, invadem os meus pensamentos sem que eu as consiga controlar. Mas eu recordo tudo e vivo, recordo e sorrio, volto a recordar e as lágrimas não querem parar. Correm umas atrás das outras, na esperança de acalmar e aliviar a dor. Dor de perda, dor de amor, dor de querer aquilo já não nos pertence, é profunda e intensa. Vivo-a como se fosse a minha fonte de alimentação. Alimento-a a tentar recuperar aquilo que sei que não pode ser meu. Mas desisto? Não. Simplesmente continuo a procurar o amor que em tempos tivera sido nosso. Um amor que me fazia respirar. Um amor saudável, simplesmente único. Era o nosso amor. Será fácil esquecer? Tento e volto a tentar. Mas ao esquecer volto a lembrar e as lágrimas regressam sem quererem parar. Esquecer torna-se sinónimo de recordar, sinónimo de dor, sinónimo do nosso amor. E o que fazer para ultrapassar tudo isto? Lutar contra a dor, o esquecer e o recordar. Lutar contra mim, lutar contra os meus pensamentos e só assim consegui transformar todos estes dissabores em sorrisos. Sim agora ao lembrar, ao recordar e até mesmo ao esquecer sorrio. Sorrio porque me fizeste feliz, sorrio porque sei que vou poder sempre ter com quem contar se algum dia o meu mundo voltar a desabar, sorrio porque não te perdi, apenas te tenho de uma maneira diferente. Agora simplesmente recordo e vivo. Vivo com o sorriso das memórias e o mais importante vivo com o sorriso de mais um amigo. 17/09/2011
Sim tenho. Tenho os momentos, os sorrisos, os gestos, os olhares e carinhos, todas as palavras, todas as tempestades. Sim, tenho tudo bem guardado na nossa caixinha de recordações. Recordações que não me querem deixar, invadem os meus pensamentos sem que eu as consiga controlar. Mas eu recordo tudo e vivo, recordo e sorrio, volto a recordar e as lágrimas não querem parar. Correm umas atrás das outras, na esperança de acalmar e aliviar a dor. Dor de perda, dor de amor, dor de querer aquilo já não nos pertence, é profunda e intensa. Vivo-a como se fosse a minha fonte de alimentação. Alimento-a a tentar recuperar aquilo que sei que não pode ser meu. Mas desisto? Não. Simplesmente continuo a procurar o amor que em tempos tivera sido nosso. Um amor que me fazia respirar. Um amor saudável, simplesmente único. Era o nosso amor. Será fácil esquecer? Tento e volto a tentar. Mas ao esquecer volto a lembrar e as lágrimas regressam sem quererem parar. Esquecer torna-se sinónimo de recordar, sinónimo de dor, sinónimo do nosso amor. E o que fazer para ultrapassar tudo isto? Lutar contra a dor, o esquecer e o recordar. Lutar contra mim, lutar contra os meus pensamentos e só assim consegui transformar todos estes dissabores em sorrisos. Sim agora ao lembrar, ao recordar e até mesmo ao esquecer sorrio. Sorrio porque me fizeste feliz, sorrio porque sei que vou poder sempre ter com quem contar se algum dia o meu mundo voltar a desabar, sorrio porque não te perdi, apenas te tenho de uma maneira diferente. Agora simplesmente recordo e vivo. Vivo com o sorriso das memórias e o mais importante vivo com o sorriso de mais um amigo.
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